Pesquisar neste blog

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Bahia em Dublin


                                      A BAHIA EM DUBLIN

                                                                                                                                                                                            Jou Silveira

              A Irlanda, mais especificamente sua capital Dublin, é conhecida e famosa por, entre inúmeras maravilhas, pubs, muitos e variados, aconchegantes, musicados, onde se bebe bastante, se come pouco e se ouve uma música visceral, de arrepiar.
                 Em outubro de 2009 fui comprovar sua hospitalidade em uma visita à milha filha que lá reside desde que se formou em 2008. Lá chegado, depois das formalidades de instalação e apresentação, aluguei um quarto em um hostel (albergue) inesquecível, pois a cama tinha um afundamento no centro que achei que poderia encontrar algum hóspede anterior, e conheci meu genro, um espanhol gente fina, bom de bico, pena que depois ganharam a copa do mundo, e o Rafa, um parceiro de Pelotas que estava tentando achar sua posição em campo, e naqueles dias trabalhava 4 horas como cleaner (na faxina) em uma empresa local até achar algo melhor. Pois foi com esse cara que conheci Dublin quase toda, e muitos pubs.
               Depois de carne assada, panquecas e outras iguarias que fazíamos todas as noites, faltou opção. Saímos então em busca de linguiça ou o que fosse mais próximo, e encontramos, o mais próximo, em um mercadinho polonês. Derrubamos litros de cerveja com aquele achado, o Rio Grande era ali, no apartamento da minha filha.
               No outro dia, a caminho de uma igreja, no meio do caminho, às margens do rio Liffey, veio um sinal, uma reação do excesso, quando então falei: Preciso de um pub. Eram mais ou menos 15h e ele perguntou: Não acha meio cedo? Respondi então que estava a ponto de perder a dignidade. Foram 30 metros e um recorde. O Rafa pediu um refri e eu despenquei escada abaixo, entrei no banheiro, e cadê o vaso. Por sorte tinha um cara lavando as mãos e eu ataquei, num inglês quebrado: Where is the toilet seat? O cara me olhou, deu uma pensada e falou: Não tenho nem idéia, mas se é o vaso, é ali atrás. Salvo por um baiano em Dublin.  



Nenhum comentário:

Postar um comentário