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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Entrevista: Gino Cesar

Quem conhece Gino Cesar Brussa sabe o tamanho do coração que ele carrega. Polêmico para alguns, revoltado, malandro, sonhador e festeiro na opinião de outros,o fato é que esse cara já viveu muita coisa na vida. Tem grande amor pelos amigos e pela família, e está sempre pronto para ajudar (se rolar uma cervejinha depois, melhor). Esse é Gino Cesar, um cara que não liga para o que pensam dele e não tem medo de dizer o que pensa.


Maurício Pons: Sr, Gino, onde começou sua carreira como jogador profissional?
Gino Cesar: Foi em São Gabriel, no ano de 1987.  Disputei a segunda divisão do Campeonato Gaúcho pelo SER São Gabriel, e depois disso eu me transferi para o 14 de Julho, de Santana do Livramento. Nesta época eu estava com 18 anos.

MP: Em quais outros times o senhor atuou como profissional?
GC: Tive uma passagem pelo Fronteira, time uruguaio. Joguei, também, no Internacional de Santa Maria e no Guarani de Venâncio Aires. Quando voltei para Pedro Osório ainda joguei no Internacional de Arroio Grande, no Farroupilha de Pelotas e no Riograndense, em Rio Grande, meu último clube.

MP: De quais jogadores o senhor mais lembra, dos que atuaram pela série A, mas que jogaram ao seu lado durante sua carreira futebolística?
GC: Joguei com o Pino, que atuou pelo Grêmio de Porto Alegre e também com Claudiomiro, zagueiro do Grêmio no início dos anos 2000. Claudiomiro que também defendeu as camisas do Santos e do Curitiba. Joguei também com Claudio Vallejo, que jogou pelo Penharol de Montevideo e no Botafogo carioca.


MP: O senhor foi treinador da seleção de futsal de Pedro Osório, quando ela alcançou uma das melhores colocações na Copa RBS até hoje. O que faltou para chegar a final?
GC: Na verdade o que a maioria dos torcedores não consegue entender é que por mais que você tente fazer com que o atleta jogue pela cidade e honre sua camisa, se tu não pagar o jogador ele se acha no direito de não ser cobrado e se acha isento de compromisso. O que eu fazia era deixá-los bem à vontade pra terem prazer de jogar futebol, e de certa forma conseguimos alcançar um bom resultado, não o que todos queriam, que era chegar a uma final, mas valeu a luta. Reconheço que faltou comprometimento, mas, como eu disse, é natural nessas situações.

MP: E aquela história de que os jogadores foram para um bailão na véspera de jogo, é verdade?
GC: Repito que é muito difícil treinar jogadores que não ganham nada pra jogar. O que aconteceu foi o seguinte. Depois do primeiro jogo todos foram jantar. Isso já era mais de 23 horas e alguns jogadores pediram para dar uma caminhada pelo bairro do hotel para fazer a digestão. Eu os liberei ate umas 2 horas mais ou menos, inclusive eu os acompanhei. Passamos por um clube onde uma banda de pagode tocava e entramos para dar uma olhada. Todos que estavam comigo voltaram para o hotel lá por duas e meia da madrugada, mas teve um ou dois jogadores que abusaram e ficaram ate mais tarde, e eu não podia obrigá-los a voltar. Claro que eu tenho a minha parcela de culpa, sem dúvida, mas fiz o que achava que era necessário fazer.

MP: Depois você (posso chamá-lo de você?) ficou longe das quadras e gramados e se dedicou à realização de eventos. Como foi essa fase?
GC: Na verdade eu tinha na realização desses eventos dois pensamentos: um era o gosto de fazer, me envolver era bom; e outro era de correr atrás do dindin nosso de cada dia. Porém eu geralmente fazia uma loucura atrás da outra e botava os pés pelas mãos. Eu pecava muito pela falta de organização de minha parte, sobretudo nas finanças dos eventos que realizei, porque o dinheiro que entrava dos patrocinadores era pra tudo para os meus gastos e para os gastos do próprio evento, aí não tem nada que dê certo. Em alguns eventos não conseguia cumprir com as despesas combinadas com bandas e tal.  Não é desculpa, nunca fiquei com dinheiro no meu bolso, porém não conseguia cumprir, por vários motivos. Ou tempo ruim, ou venda dos ingressos e, como já disse, a falta de um planejamento mais detalhado. Ficou o aprendizado.

MP: Você também foi cantor, já foi premiado em concursos de calouros e fez shows para grandes plateias (Terra & Cor). Como foi isso?
GC: Foi uma fase da minha vida muito gostosa.  É muito bom cantar pras outras pessoas, são momentos que eu não esqueci (essa parte, Gino canta como o Rei Roberto). O grupo Chamego ficou na minha lembrança. Hoje canto só quando vou a Pedro Osório com meus amigos dos Paralelos. Isso quando eles deixam (risos).

MP: Depois de Pedro Osório, você foi morar em Porto Alegre, e atualmente está morando em Camboriú. Como está sendo esse momento?
GC: Minha vida sempre foi muito difícil e atribuo todas as dificuldades que passei por não ter estudado. Mas tive muita sorte de ter amigos que me ajudaram muito. Quando fui morar em Porto Alegre fui trabalhar com meu amigo e meu irmão Jayme. Minha passagem em Porto Alegre foi conturbada, fiz muitas besteiras e quase perdi as coisas mais valiosas que eu tinha, como meus melhores amigos, minha esposa. Ma graças a Deus hoje eu estou nesse paraíso chamado Balneário Camboriú, e hoje estou muito feliz, tenho minha família perto de mim, tenho minha filhinha linda, minha esposa que eu amo e tenho meu trabalho, que é treinar atletas que se preparam pra fazer testes em equipes de futebol.
Preparando atletas para testes
MP: Recentemente o senhor treinou o Tubarão. Como foi a experiência de voltar aos gramados tantos anos depois?
GC: Sempre tive capacidade para ser treinador de futebol. Depois de treinar a Seleção de Pedro Osório eu fui bicampeão com o time do Tropa Maldita e no ano seguinte fui campeão treinando o Piratini. Em Porto Alegre eu estudei e fiz o curso no Sindicato dos Treinadores Profissionais do Rio Grande do Sul. Quero aproveitar e mandar um abraço pro meu amigo Ricardo Alves, que num churrasco tentou limpar os espetos com meu diploma de treinador. Queriam me derrubar (risos). Minha estreia como treinador foi com os meninos da escola Pedro Brizolara, a pedido do meu amigo, a quem considero meu degundo pai, o professor Darlan Pons. O time acumulava derrota em cima de derrota. Treinamos por duas semanas, e para minha surpresa, fomos campeões do Torneio Estudantil naquele ano. Agora tive essa oportunidade de treinar o time de juniores do Tubarão de Santa Catarina, clube da segunda divisão que está subindo para a primeira no ano que vem, pois alcançamos a segunda colocação.
 Treino com o Tubarão de SC
MP: Agora, é curtir a Maria Luiza.
GC: Hoje percebo ainda mais a importância da família em nossas vidas. A Maria Luiza é realmente e uma benção de Deus por tudo que a minha mulher passou nos últimos anos.  Ela é muito linda, chegou cheia de saúde pra trazer muita alegria para nosso lar. Tenho, também, minha filha lá em pelotas que eu amo muito, mesmo não conseguindo conviver com ela, mas ela pode ter certeza de que ela está no meu coração.

MP: Senhor Gino, muito obrigado pela entrevista. Sucesso na carreira de treinador.
GC: Foi um prazer. Antes de terminar, quero deixar registrado aqui que mesmo estando longe dos meus amigos eu quero que saibam que estou sempre torcendo por eles, e que tenho saudades deles e que os amo muito, em especial os meus irmãos Mauricio, Luciano Alam, Jayme Pons Neto, o diretor Paulo Pons, meu pai Darlan Pons, e a toda a minha família, minhas irmãs e meus irmãos. 
Gino, Elizangela e a pequena Maria Luisa

4 comentários:

  1. sucesso boneco tu merece
    um abraço do teu sobrinho q te adimira muito
    ELISSANDRO BRUSSA

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  2. Abração irmão Parabéns pela Família pela Filha e a sua Historia com o final Feliz você merece muito mais Sucesso pra Vc Irmão

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  3. Que dupla hein Gino & Pons (1237), se não me engano, estou eu aqui isolado do mundo na bacia de Campos/RJ 200 km da costa pesquisando notícias da minha querida Pedro Osório e o que encontro esta entrevista digna de uma ESPN.
    Saudade dos amigos.Obs: Gino faltou citar Ferroviário e Cerro da Buena....rsrsrsr

    Dudu

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    Respostas
    1. Dá-lhe, Dudu!!! Estamos aqui na bela SC (eu em Blumenau). Ainda vais ver o Gino na ESPN hehe. Grande abraço, meu amigo. Pons, 1251 - mais moderno!!!

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