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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Ano Novo, Fila Velha



Dois de janeiro, segundo dia do ano. Dia de pós-festas, pós-comilanças e pós-beberanças. E dia de começar dieta e de renovar sonhos. Dia de ir ao banco. O Banco dos Gaúchos, no  meu caso.

Conforme impresso em meu ticket de atendimento (senha) eu entrei no banco as 14:10h. Na agência, uns trinta clientes esperavam atendimento, que estava sendo feito por dois caixas, um para atendimento especial e outro para atendimento normal. 14:50h e apenas três pessoas foram atendidas no caixa especial, sendo que uma delas furou a fila. No caixa normal, a mesma cliente que estava sendo atendida na hora em que entrei no banco ainda estava no balcão (a cliente era uma “conveniada”, lojas que prestam serviços bancários para desafogar as filas nas agências). Um senhor que estava sentado ao meu lado enxergou o gerente por ali e foi falar com ele. Pediu para abrir o terceiro caixa, pois queria jantar em casa ainda ao final do dia. Foi informado pelo homem do banco que não havia pessoal disponível. Muitos estavam de férias, alguns foram trabalhar nas praias, e o que deveria estar no terceiro caixa estava doente. O senhor ainda reclamou ao gerente que parceiros conveniados deveriam ter atendimento separado, em outro setor da agência, e não nos caixas de atendimento ao público. Não tinham.

Foi então que, entre reclamações por toda parte, alguém mencionou que distante 50 metros da agência havia uma lotérica que aceitava depósitos e pagamentos. Perfeito pra mim. Corri pra rua e logo avistei uma pequena fila - não mais que cinco ou seis pessoas. Quando faltavam três clientes para chegar a minha vez, bum!, o crédito da conveniada explodiu e o caixa fechou quase que no meu nariz. Pensei em voltar para o banco, pois teria tempo de sobra até que me chamassem, mas era tarde demais para voltar, o relógio mostrava 15:01h, e os bancos fecham às três da tarde na minha cidade. A solução foi andar mais algumas quadras até chegar a outra loja que prestasse o serviço. Saí batendo muleta. Aliás, ando temporariamente de muletas, o que me credencia a usar o caixa especial, porém não faço isso, não vejo necessidade, afinal todos esperam sentados em confortáveis bancos.


A lei da espera mínima é mais uma das tantas leis que não servem pra nada nesse país. Com as maravilhas da tecnologia e automação, os bancos utilizam o mínimo de pessoas nos caixas físicos. No entanto, o que ainda se vê é um tanto de desrespeito ao cliente. Em dias críticos (início de mês) as pessoas precisam deixar seu trabalho para ir ao banco e muitas vezes perdem uma tarde inteira porque simplesmente falta pessoal nas agências.

Quanto a mim, consegui fazer quase tudo o que eu precisava depois de longa espera. Quase tudo, pois um dos pagamentos só poderia ser feito no Banco do Brasil, mas aí já era quase noite e eu tinha que voltar pra casa.

2 comentários:

  1. Amigo blogueiro!
    Sou solidária ao seu artigo, e tenho algo pra compartilhar à respeito deste assunto. Indignados com a longa espera nas filas bancárias e com as diversas reclamações sem êxito junto às agências, alunos de sociologia de escolas públicas em duas cidades diferentes(das quais eu era integrante nas turmas) mobilizaram abaixo-assinados e reuniões extraordinárias junto a câmara de vereadores e seus respectivos presidentes. No princípio, o ato foi encarado com pouca ênfase, mas diante á nossa resiliência, alguns legisladores se viram obrigados à atender nossos constantes apelos e sensibilizados, conseguiram formular um padrão de atendimento respeitoso aos usuários e cabível aos bancários; e o fizeram cumprir, o que é mais importante, mas isto salvo pela participação ativa da população em fiscalizar a nova forma de serviço. Eles tiveram que se adaptar.
    Não tenho o projeto inteiro nas mãos, mas se for de valia, posso conseguir algo que sirva de exemplo para sua cidade, pois tenho como contato direto a equipe de professores e alunos da ultima localidade-Taquari-que foram reconhecidos e premiados pela iniciativa em uma assembléia na cidade de Lajeado-RS em 2011. Lá funcionou, espero que aí também funcione. O negócio é "incomodar". Incendiar esta juventude que se forma aí e mandar ver, eles têm o gás necessário. Considero válida a mobilização pacífica, porém insistente. E se acabar em "festa da melancia", pelo menos não poderão dizer que não tentaram. Mas acredito na força de vcs! Um grande abraço e conte comigo!

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    1. Cara blogueira:

      Desde já quero lhe agradecer imensamente pela participação, é muito inportante para mim. Sobre o assunto, são constantes as reclamações dos usuários dos serviços prestados pela instituição nominada no texto. Creio, sim, que possa ser de grande ajuda o artigo proposto por ti. Abraço.

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