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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Alô!



- Pô, meu velho, sumido, nem pra retornar as ligações dos amigos.

- Pra qual número ligastes?

- Primeiro liguei pro 71356679. Depois me disseram que era 68909076. Não era. Então tentei um que eu tinha anotado numa agenda dessas de papel, o 72556696. Nada! Nenhum atendeu.

- Ih, rapaz, faz tempão que não tenho mais esses. Mas anota aí meu novo número. É o...

- É da Gim? Não? Pena. Então grava tu o meu aí.

Um dos primeiros aparelhos celulares (foto: google imagens)



Pois é, quem não passou por essa situação que atire o primeiro chip. Os celulares existem para descomplicar a nossa vida, pelo menos é a ideia. Chegaram até nós no fim dos anos 90. Do tamanho de um tijolo maciço eles faziam o que faz todo telefone convencional: chamadas. Mas, com um plus: era possível enviar textos, além de sair com eles por aí no bolso do casaco. Hoje eles mudaram. Têm de todo tipo e medida (inclusive do tamanho de um tijolo maciço). Fazer e receber chamadas são nada mais do que obrigações de um celular. Agora eles têm que receber e enviar fotos, SMS e e-mails, mostrar a previsão do tempo, acessar redes sociais, permitir compras online, joguinhos, baixar música e vídeo, scanner e outras funções, além de suportar duas ou três linhas. Um aparelho digno de Jack Bauer. 

Google imagens



Pode ser que a telefonia móvel não tenha mudado a vida das pessoas, mas acho correto afirmar que mudou a maneira de como as pessoas vivem. Mudou o comportamento, como mostra recente pesquisa divulgada no noticiário. Usam no cinema, na sala de aula quando o professor não está vendo e no trabalho quando o chefe não está perto. As pessoas não largam o aparelho nem na hora do sexo. E pior: alguns motoristas até leem e escrevem mensagens enquanto estão dirigindo (a 4ª causa de acidentes de trânsito no Brasil).

Hoje existem, no país, 1,3 linhas para cada habitante. Porém, com todo esse avanço, o serviço ainda deixa a desejar. Em muitos locais o sinal ou é fraco ou é inexistente. Ao longo das rodovias federais, então, é frequente a queda de sinal, justamente onde o uso do celular pode fazer a diferença entre receber auxilio rápido, em caso de necessidade, ou amargar horas esperando um socorro. Mas reclamo do quê? Sou do tempo em que vivíamos perfeitamente sem celular e sem e-mail. Inclusive conheço um cara que não possui telefone móvel. Além disso, no tempo do telefone convencional, não era tão difícil de achar as pessoas, como se pode imaginar. Era só ligar. Se não atendesse, era porque não estava em casa, ligue mais tarde. Não tinha essa de troquei de número, mudei de operadora, fiquei sem sinal, deixei carregando, ficou no bolso, esqueci no carro, caiu no vaso sanitário, vi que era você e não atendi...

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