Pesquisar neste blog

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Entrevista com a DJ Pucca



Érika Macedo Tavares mora em Pedro Osório, mas já decidiu: planeja voar por esse mundo sem limites. Rio, São Paulo, Europa, Érika está disposta a ir longe para realizar seu projeto de vida, seus sonhos.  Alguns talvez não saibam de quem estou falando, mas certamente muitos já dançaram sob seu comando nas baladas em Pedro Osório. Estou falando da Pucca (o apelido foi presente da amiga Nicole Xavier ainda no ensino fundamental), ou melhor, da DJ Pucca. Aos 21 anos a DeeJay está solteira, mas avisa: balada, para ela, é local de trabalho. Confira abaixo o bate-papo de Pucca com o blogueiro. Utilize os links e ouça o som da deejay.

Maurício Pons - Sete das melhores DJ do mundo são brasileiras. Hoje elas estão presentes num mercado que até poucos anos atrás era dominado por homens. Quando foi que você começou a se interessar pelo trabalho de DJ?
Pucca - Eu sempre me amarrei em aparelhos de sons eletrônicos e em edições de músicas. No ano passado eu trabalhei nas baladas em parceria com a  Madruga Eventos. Em agosto de 2012 foi o lançamento da DJ Pucca na balada Hot Night, no Clube Piratini, em Pedro Osório. É maravilhoso ver a galera pular, gritar, apontando pra mim enquanto estou tocando. Sinto realmente que eles estão curtindo, e é muito gratificante. Sinto meu trabalho recompensado. Adorei a experiência e resolvi investir mais no que gosto.
MP - Quanto maiores as oportunidades, maiores as chances de sucesso de uma DJ. Você tem planos de continuar carreira de Disc Jockey em centros maiores ou por enquanto encara apenas como um hobby?
Pucca - Com certeza quero seguir a carreira como deejay, ir mais além. E quando digo investir na carreira não falo apenas em apertar o play na CDJ (Compact Disc Jockey, aparelhos usados por Djs com funções específicas) e sim utilizar as bases que todo o DJ possui, como mixes, montagens, controles e edições musicais. As minhas metas são estourar no Brasil e depois sair do país.  Quem sabe agitar em Amsterdã?!

MP - Hoje são oferecidos diversos cursos nesta área. Você vê a especialização como algo positivo ou apenas a prática ensina?
Pucca - Os cursos são bons pra iniciantes. Porém, complicados mesmos são alguns programas de computador que a gente usa. Muitos deles precisam de cursos para sua utilização, por terem comandos muito complexos. Eu aprendi, e ainda estou aprendendo, na prática a lidar com a CDJ e a criar meu próprio estilo.
MP - A DJ Helô é muito popular em pelotas, entre homens e mulheres. Quem vai às festas onde ela toca já sabe o que vai ouvir. Você acha que um DJ deve ter seu estilo próprio ou deve tocar tudo o que as pessoas querem ouvir? Qual é o teu estilo?
Pucca - Eu acho que um DJ não é uma discoteca. Existem variados estilos de músicas, do gênero eletrônico, rock, pop, enfim,  cada deejay tem o seu jeito de agitar o público. Eu uso muito os estilos musicais eletrônicos: Eletro House, Funk Carioca, os Tops em Remix e Pop Eletrônico.
MP - Algumas pessoas afirmam que para ser um verdadeiro DJ tem que fazer o que, por exemplo, faz o David Guetta, ou seja, compor canções. Mas os DJs, na verdade, nasceram muito antes da música eletrônica. Eram profissionais que selecionavam e “rodavam” diversos estilos de música em programas de radiodifusão e que posteriormente invadiram as pistas em festas e eventos. Em sua opinião, o que é fundamental para ser um bom DJ?
Pucca - Sou fã do jamaicano DJ Kool Herc (considerado o fundador e pai da cultura hip hop desde os anos 70). Tenho-o como um é exemplo, Kool faz parte da história da cultura Hip Hop. Um bom DJ deve agradar  a maioria onde for tocar, independente do estilo musical. Se o DJ é lembrado, ele é ótimo.

MP - Tu estás solteira. Como é o assédio durante as festas em que tu tocas? Recebes muitas cantadas ou o pessoal chega mais para pedir música?
Pucca - Nas baladas sempre levo cantadas, mas não dou retorno, pois estou ali para fazer o meu trabalho: agitar a pista. Quantos aos pedidos, são muitos, e dependendo do estilo da festa eu atendo. Só não toco sertanejo, porque esse tipo de música não tem nada ver com meu estilo de trabalhar.
MP – Teve algum momento em que você se viu numa saia justa no momento em que estavas trabalhando?
Pucca - Já passei por vários episódios cômicos. Numa balada eu deixei uma música rodando e saí para ir ao banheiro. Quando voltei e fui tocar a próxima música o som não entrou e foi aquele silêncio, logo interrompido pela gritaria do público. Na hora fiquei assustada e nervosa, até que me dei conta que alguém mexeu no equipamento e desregulou os volumes do mixer. Senti muita vergonha (risos).
MP – Você faz faculdade de dança. Para você, a dança é uma forma de expressão corporal ou é apenas uma maneira de se divertir e manter a forma?
Pucca - A dança é muita expressão corporal e desde criança eu me entreguei a ela. Ser uma dançarina exige muito de mim. Faço licenciatura e quero dar aulas.  Além de cuidar da alimentação eu tenho que me entregar por inteira por esse caminho, é um sonho e amor maior. Faço da dança o meu presente e futuro, e as carreiras de dança e de DJ, futuramente, estarão muito ligadas.

MP – Em sua opinião, como é a vida noturna em PO? O que poderia ser feito para melhorar a vida dos notívagos?
Pucca - A cidade está muito carente neste aspecto. O inverno chega a ser deprimente. Não há um local para descontração, para dançar, para diversão dos jovens, então a gente fica em casa comendo (risos). Eu já pensei em abrir uma casa noturna em Pedro Osório para ter opções de onde encontrar com os amigos e dançar bastante, pois temos apenas o Clube Piratini, com uma ou duas festas no mês. Eu vejo muitos pedrosorienses nas festas em Pelotas por não ter opções em sua cidade.
MP – Planos para o futuro?
Pucca - Terminar minha faculdade e abrir um estúdio de dança, investir na carreira de DJ e sair de Pedro Osório. Não necessariamente nesta ordem (risos).


Ouça também as preferidas de Pucca para

 

Um comentário: