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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Velozes e Nada Furiosos!



 Publicado no Diário Popular em 5 de dezembro de 2013

Meu primo tinha um kart, esses carrinhos de corrida. Quatro ou cinco amigos formavam a equipe: o assador, o encarregado das bebidas, outro pra tocar o violão nos acampamentos, o mecânico e o piloto. Era permitido acumular funções (na hora da pane, todos empurravam), menos a de piloto que era, invariavelmente, esse meu primo. Disputou prova na APA (Associação Pelotense de Automobilismo) e tudo. Já tem tempo, isso. Bons tempos!

Atualmente o Luiz é amante não praticante da velocidade, mas naqueles bons tempos, relembrados aí no primeiro parágrafo, ele assumia o volante com gosto, habilidade e empenho, não importando o fato de que em toda sua curta carreira de piloto tenha trazido apenas um troféu para sua cidade, Pedro Osório. Vou contar:



Rally da Cidade de Piratini, final da década de 80. Categoria Open, regularidade. Qualquer automóvel se transformava em carro de prova. No nosso caso, aqui, uma camionete Ford Pampa. O certame aconteceria durante todo o dia de domingo, mas a equipe – o Luiz de piloto e o Fabrício Alam, hoje um respeitado cirurgião em Santa Catarina, na função de navegador – chegou sábado sem ter feito a inscrição. Piratini, naquela noite, era como um radiador sem a ventoinha: fervia. Milhares de jovens tomaram conta das ruas. Motos e carros exibindo seus possantes motores. Bares cheios. Na mesa de um desses bares a nossa dupla traçava estratégias para a disputa. O piloto bebia suco; o navegador, cerveja. Tiveram poucas horas de sono, usufruídas dentro da carroceria da camionete, mochilas como travesseiros. Quando os primeiros raios de sol surgiram aquecendo a cidade histórica, os guris de Pedro Osório estavam prontos, ou quase.
Trinta minutos antes do início do rally e lá foram eles tentar uma inscrição de última hora. Depois de muito cavaco, conseguiram um lugar no fim da fila de arrancada. Um fiscal de largada dava a autorização. Em intervalos de um minuto os carros, um a um, saiam lavrando a estrada de chão batido. Quarenta minutos após o primeiro carro largar, a Pampa verde-água arrancou levantando poeira. O navegador, olhos fixos para dentro de si e cabeça atirada para trás, disputava o ronco com o motor a álcool. O piloto, pé no fundo. A cada curva ou solavanco o navegador despertava, dava uma olhada na prancheta, consultava o odômetro, bocejava, apontava um competidor à frente e orientava: - Ultrapassa! Ultrapassa! - e caía no sono novamente. Terminaram a primeira etapa em vigésimo segundo lugar, e só então descobriram que tinham que chegar na mesma posição de largada, pois a prova era de regularidade. Voltaram para Pedro Osório no negativo. Mas, como eu disse, trouxeram um troféu. Sim! O mesmo que levaram na bagagem, uma taça dourada conquistada pelo time de futebol do Fabrício em um torneio local meses antes. Com o navegador na caçamba da camionete, troféu erguido acima da cabeça, a equipe adentrou a cidade e desfilou pelas ruas centrais na Pampa numerada com fita crepe.  Um comerciante, patrocinador da equipe, exultava em frente ao seu trailer de lanches: - Ganhamos! Ganhamos! E pagava rodada para os clientes presentes. O povo nas ruas, orgulhoso da dupla, aplaudia. Difícil, mesmo, foi desfazer a galhofada antes que o jornal local publicasse a façanha.

sábado, 23 de novembro de 2013

IVª FestFan

Que tal ganhar Ingressos para a FestFan? É só clicar em Participar deste Site e aguardar o sorteio no dia 6 de novembro. Serão sorteados dois ingressos com acompanhante!



Boa sorte para
01 – Adalberto Batista Silva.
02 - Daniela Bernardi
03 - Família Caldeira Ribeiro
04 - João Carlos Rosenthal 
05 - Laura Paranhos
06 - Regina Lima
07 - Taciane Brussa
08 - Glaci Moraes Machado 
09 - Lisiane Costa
10 - Lavínia Valin
11 - Celso Luis Martins
12 - Mauricio Mortagua
13 - Daniel Fraga
14 - Claudio André Oliveira
15 - Tati Aldrighi
16 - Angélica Maria
17 - Andressa Meireles
18 - Vanessa Barbosa
19-  Vitor Reis 
20 - Elisângela Gomes
21 - Carol Ferraz
22 - Camila Borges 
23 - Adriene Valente
24 - Beth 
25 - Elis Regina Duarte
26 - Patricia Menon
27 - Adriano Souza
28 - Ingrid Callado
29 - Iasmin Cruz
30 - Julia Helena 
31 - Andarilha
32 - Marcela Marques
33- Thiago Schwarzenegger
34 - Book and Sensations
35 - Bio Re
36 - André Luiz Silva 
37 - Maria Constança 
38 - Marcia (Por Dentro) 
39 - Eliane Machado 
40 - Jozabeth
41 - Gabriela 
42 - Luiza 
43 - Clarice Carriconde 
44 - Nathália Guidotti
45 - Bruno Parodes
46 - Ina FErnandes
47 - Taiana
48 - Rosemar de Campos 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Silêncio!



Publicado no Diário Popular de 21 de novembro de 2013


Em determinado momento no livro de F. Scott Fitzgerald, um repórter pergunta a Jay Gatsby se ele tem algo a dizer.

“- Algo a dizer a respeito de quê? – indaga Gatsby.”

“- Bem... Qualquer declaração que o senhor queira fazer.”

Nascido Jimmy Gatz, (O Grande) Gatsby teve uma infância miserável. Cresceu na época em que a América passava por grandes transformações e transformou-se com ela. Lutou na 1ª Grande guerra. Esteve na faculdade (ficou cinco meses), enriqueceu por linhas tortas e ascendeu socialmente. Naquele dia, quando da visita do tal jornalista, Gatsby nada disse.

Beto, um brasileiro, também viu seu país se modificar. Nasceu na ditadura e cresceu com a democracia. Foi a todos os especialistas e o diagnóstico era sempre o mesmo: cordas vocais, língua, sistema da fala, tudo normal. Boca, garganta e nariz perfeitos e sem o mínimo traço de lesão. No entanto, Beto não fala. Nunca falou.

Tampouco é surdo. Comunica-se com primor. Entende tudo que lhe é dito e responde com gestos simples, claros e eficientes. Frequentou escola e, diferentemente de Gatsby, diplomou-se na faculdade. Toca violão por hobby. Os mais chegados brincam dizendo que Beto é apenas um cara quietão, na dele. Até que algo surpreendente aconteceu.

Estavam no bar de sempre, Beto e uns amigos, bebendo e assistindo ao jogo de seu time que, apesar de bem colocado na tabela, não vencia a vários jogos. A classificação estava escorrendo por entre os dedos. Quando o treinador chamou um atleta do banco de suplentes, todos no bar ouviram:

- Mas é burro esse cara!

Silêncio na mesa. Silêncio no bar. Todos os rostos voltados para Beto. O que você disse?!

- Burro! Burro! Vamos ganhar é nunca, desse jeito.

O bar explodiu. Celulares aparecerem em todos os cantos. Alguns tirando fotos ou filmando, outros ligando para amigos e familiares. Risos e choros. Chegou mais gente. Todos queriam ouvir o Beto falar. Ninguém mais assistia ao jogo. E Beto falou sobre várias coisas. Música, culinária, cinema. Conversou em inglês fluente com dois turistas que andavam por ali. Versou sobre economia, astrologia e metafísica. Então alguém perguntou: - E o Brasil?

Pela segunda vez, naquela tarde, se fez silêncio no bar. Beto expeliu todo o ar do pulmão, levantou-se, andou até a porta, observou longamente o domingo ensolarado, virou-se para os interlocutores e começou a falar. Mas ninguém ouviu. Suas palavras foram abafadas por estampidos, gritos e sirenes que viam da rua. Perseguição policial. Bala perdida. Como Gatsby, morreu com um tiro nas costas sem uma última palavra.


                                                 Google Imagens
Google Imagens

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Amostra Pedagógica da Escola Estadual Getúlio Vargas 2013



Na noite do dia 13 de novembro a comunidade de Pedro Osório teve a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pela direção, professores e alunos da Escola Estadual Getúlio Vargas.  A Amostra Pedagógica, que acontece anualmente antes do encerramento do período letivo, visa reunir todas as atividades realizadas pelos alunos durante o ano e mostrá-las ao público em geral. Ex-alunos, docentes e discentes de outras escolas, familiares de estudantes e profissionais das diversas áreas. Todos foram muito bem recebidos pela escola.

A Amostra Pedagógica é a chance de as escolas mostrarem o que foi realizado dentro da disciplina chamada Seminário Integrado. São projetos desenvolvidos pela Escola de Ensino Médio Politécnico e dentro das salas de aula dos outros níveis: Ensino Fundamental de nove anos; Ensino Fundamental de oito anos; Ensino Médio Regular e EJA – Educação para Jovens e Adultos.

O Blog visitou a Amostra deste ano e, abaixo, exibe alguns dos trabalhos desenvolvidos em 2013.

Projeto: Reprodução
Turma 3º C
Alunos - Inajara Barros
               Jhonatan Borba
              Angelo da Silva


Projeto:  Biodegradável - Energia Sustentável
Turma 2º C
Alunos - Bruno Oliveira
               Amanoel
                Joel
                           um cooler, uma tubo e gelo: ar condicionado movido à bateria 9v

Projeto: Balança Ecológica
Turma 2º C
Alunos -Marislei
              Willian
              Indiara

 Precisão com duas garrafas pet e água



Projeto: Estação Piratini - Prefeitura Municipal
Turma 2º C
Alunos - José Antônio
               Mario Clay
               Willian
               Indirara
               Caroline
Maquete: Nilton Brussa


Projeto: Causos Pedrosorienses - Filme: A Noiva do Bueiro
Turma 1ºB

Equipe

Projeto: Trabalhos das Séries Iniciais
Turmas - 1º ao 5º ano
                    



4º A - Murilo Quiroga - Pablo Gil - Brenda Colvara

Projeto: Câncer de Boca
Turma 1ºB
Alunos - Dara
               Tatiele
               Kauane



Projeto: Tipagem Sanguínea
Turma 3º B
Alunos - Thales
               Rodrigo
               Bianca
               Débora
               Daniele






Projeto: Dança Afro
Turma 1ºA







Projeto: História do Futebol - Clube Piratini
Aluno: Igor Silva




Projeto: Música em Pedro Osório - Festival
Turma 2º C
Banda Granada (part. Rui)
Mauro e Arthur