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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ano Novo, Eu Novo


Publicado no Diário Popular de 17 de janeiro de 2014
 
Mensagem de fim de ano de uma empresa de publicidade estampada em um jornal de Porto Alegre: O Ano não vai ser Novo se Você for o Mesmo. A agência não desejou saúde, paz e amor. Tampouco que todos os seus sonhos se realizem e que tenhas muito dinheiro no bolso. Era, antes de votos de sucesso e prosperidade, um aviso: o calendário mudou, mude você também. A máxima em time que está ganhando não se mexe não vale, portanto, para todos. 


Um livro direcionado principalmente às empresas e aos negócios, cujo título é Mude ou Morra (de Alan Deutschman), aponta os riscos da inércia e da permanência na zona de conforto. Os tempos são outros, se adapte - aconselha o autor. Para mim, o título do livro faz muito sentido. A mensagem da dm9sul – braço gaúcho da premiadíssima agência de propaganda DM9DDB – também.


Não leio sinopses de filmes. Leio, sim, muito às vezes, alguma crítica especializada, mas aquele resuminho que vem na capa do dvd, esse, eu nunca leio. Já vi sinopse estragar o filme ou, pior, iludir o espectador. Quando assisti Guerra Mundial Z, estrelado pelo sortudo marido da Angelina Jolie, não sabia muito bem o que esperar da história, e se eu esperava algo não foi o que vi. Achei fraquinho, um mais do mesmo. Mas deixou uma mensagem, como até filmes ruins podem fazê-lo. Aconteceu na parte em que o herói entra com a família em um prédio aparentemente desabitado para escapar dos zumbis e encontra moradores resistentes que lhes dão abrigo e comida. Quando os mortos-vivos os acham ele decide azular e convida a família acolhedora para lhe acompanhar na fuga. Ante a recusa o herói sentencia: “Movimento é sobrevivência”. Eis a mensagem: mova-se. E mexer-se, neste nosso caso real e sem zumbis, não significa necessariamente mudar de casa, de bairro ou de cidade. Pode ser um simples mover de pescoço, olhar por outra janela, mirar outro horizonte. Vestir outras cores, ler outros autores que não os seus preferidos, quem sabe uma biografia? Ouvir outros ritmos, escolher outro restaurante, trocar carnes por saladas.  Enfim, mexer-se, renovar-se, mudar!

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Considerei profundamente tais conselhos para este ano, mas alguns hábitos irei conservar. Tocar violão, por exemplo. Ler mais também está entre meus planos para 2014, assim como continuar escrevendo. Penso até em um livro, que sabe? Resoluções! Faço listinha e tudo.


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Antes de prosseguir com este texto e escrever o próximo parágrafo, dei uma espiada pela janela. À minha direita, a Lagoa dos Patos espelhando um céu claro e sem nuvens e, mais adiante, o Parque Eólico e suas torres geradoras com suas hélices gigantes e preguiçosas. Até aqui uma viagem tranquila, embora não tenhamos percorrido nem a metade do caminho. Esse é o plano. Ser um pouco Eu Novo para não ter um Ano tanto o Mesmo. À vocês, leitores, um Feliz 2014.


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