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terça-feira, 28 de abril de 2015

Quem Disse...




"Observando os preços das frutas no mercado 

quase acredito que 'dinheiro nasce em 

árvore'"

Maurício Pons

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Carta de um amigo imaginário que vive em algum lugar da Europa





No meu país a maioridade penal é de 14 anos,

 ou seja, adolescente já responde por seus

 atos perante a lei. Se um jovem de 15 anos 

furtar, roubar, estuprar ou matar, no meu

 país ele vai pra cadeia. Ficará lá com todo 

o tipo de criminoso, de todas as idades, de 

14 ou 70 anos.  

Se um garoto de 17 anos de idade roubar um carro ele

 será responsabilizado pelo crime cometido.

 Terá direito a um advogado e será julgado 

dentro de nossas leis. Cumprirá sua pena como

 qualquer condenado, pois no meu país

 bandido é bandido, e todos, 

independentemente da idade, são iguais 

perante a lei.

Cruel, você poderá pensar.  Colocar um jovem 

cheio de vida em cadeias superlotadas de 

toda espécie de vagabundos, ladrões,

 estupradores e assassinos onde a 

probabilidade de se converter em um adulto

 reto e bem sucedido é quase zero, 

transformando o seu futuro em uma tela 

nebulosa. Porém, estou falando do meu país, 

e não do seu.

Sabe quantos garotos de 14 anos estão em

 prisões em meu país? Nenhum! Porque o meu

 país educa! O meu país protege! O meu país 

cura!

E as prisões! Algumas fecharam por falta de 

presos, acredite.  Outras estão cumprindo sua

 função. São complexos estruturados, com

 espaço adequado para cada apenado, limpo e 

bem vigiado. Não existe superlotação, como

 acontece aí no seu país. Aqui os presos

 também têm redução de pena por bom 

comportamento, no entanto não é esse oba oba 

que se observa aí, onde condenados ganham

 liberdade por falta de vagas nas prisões.

 Aqui é ensinado, tanto nas escolas como no 

meio familiar, que bom comportamento se deve 

ter em casa, no teatro, no trânsito. Bom 

comportamento deve ser exercitado no 

restaurante, no cinema, na fila. Bom 

comportamento se deve ter nos estádios, no 

mercado, nas ruas.


Tenho acompanhado esse debate sobre a

 redução de maioridade criminal aí no seu país. Os que são contra 

alicerçam seus argumentos de que o que falta é educação de

 qualidade. Os que berram por mudança na lei dizem que se um 

jovem sabe votar e fazer filhos então pode ser penalizado 

criminalmente. Pergunto: por que uma situação deve excluir a

 outra? Não dá pra ter educação eficiente para todos e mesmo 

assim punir com eficácia menores infratores? Ora, uma nação que 

educa os seus jovens com primazia não precisa se preocupar se 

eles, com 14 ou 16 anos, estarão vivendo uma vida criminosa,

 porque as chances de isso acontecer serão mínimas.

E essa Pátria Educadora que inventaram por

 aí? O nome é bonito, mas não passa disso:

 apenas um título. Na prática a gente sabe 

que não é bem o que acontece. Seu governo 

joga aos quatro ventos notícias de que criou 

muitas universidades e escolas técnicas nos 

últimos anos. Maravilha! Mas e o ensino 

fundamental? E as escolas públicas? Algumas


 delas no mesmo estado deplorável de seus 

presídios. Goteiras e infiltrações, 

banheiros quebrados, paredes caindo, fios (alguns desencapados) à

 mostra... isso quando não faltam giz e papel higiênico.



Essa é diferença entre nossos países: o meu 

educa e pune, enquanto que o seu... bem, o 

seu é o Brasil!


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