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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Cheguei!

(trabalho da Marina para a escola)



Estávamos em Osório aproveitando o fim de semana na casa dos padrinhos

 do meu pai. Era uma noite chuvosa do primeiro mês do ano de 2010.

 Naquele mesmo dia 16 de janeiro a gente tinha uma formatura pra ir, em 

Pelotas, mas como eu estava por nascer a qualquer momento, mamãe achou 

melhor a gente não se afastar muito de Porto Alegre, o que logo se mostrou 

ser a decisão acertada.

O jantar servido foi pizza e polenta frita – será que é por isso que eu gosto

 tanto de polenta?  Papai bebeu cerveja e mamãe escolheu suco de laranja, 

pois ela sempre cuidou de minha saúde, mesmo quando eu ainda estava na 

sua barriga.

Depois de jantar os adultos ainda ficaram um pouco à mesa conversando, e 

nessas alturas eu já podia ouvir os sons abafados que vinham lá de fora, lá 

daquele mundão que logo eu iria conhecer.

Perto da meia-noite foram todos dormir, e uma hora depois mamãe acordou 

o papai e disse: - a cama está encharcada. A bolsa tinha estourado. Eu 

estava chegando.

Minutos depois estávamos na autoestrada voltando para Porto Alegre. O 

carro seguia pela pista molhada pela chuva com papai um pouco nervoso

 ao volante e mamãe ao seu lado incrivelmente serena.

Fomos direto ao apartamento pegar as coisas que eu e mamãe precisaríamos

 usar depois do parto e rumamos para o Hospital Moinhos de Vento. Porém,

 naquela madrugada de domingo, não havia vagas na UTI para recém-

nascidos e fomos encaminhados para outro hospital, o Mãe de Deus. Pra 

piorar, a doutora que fez todo o pré-natal estava, justamente naquele fim de 

semana, entrando em férias. Ainda bem que ela deixou como sua substituta

 a doutora Letícia, que foi bem legal com a mamãe e comigo.


Colocaram minha mãe em uma salinha, e depois de uma longa espera eu, às

 nove horas da manhã do dia 17 de janeiro, vim à luz. Nasci! Toda

 vermelhinha e chorona. Meu pai tirou fotos até do primeiro banho que a 

moça do hospital me deu.

Só que eu nasci pequeninha demais, pois cheguei um pouco antes do

 previsto. Por isso não poderia deixar o hospital, seria necessário ficar mais

 alguns dias para que eu pudesse crescer e ficar mais forte. Mamãe ficou 

um pouco triste por não poder me levar pra casa, mas ela sabia que era o

melhor pra mim e não arredou o pé do meu lado, me dando amor, carinho e

 muito leite materno, que todo bebê precisa receber para crescer saudável e 

prevenir doenças.

Foram 15 dias na UTI neonatal, onde fui bem cuidada pelas enfermeiras e

 até fiz amiguinhos, pois tinha muitos bebês e mamães na mesma situação 

que a gente, inclusive gêmeos e até quadrigêmeos. Lá eu também podia

 receber visitas dos titios, das vovós e do vovô.

No dia 2 de fevereiro de 2015 voltamos pra casa, onde um bercinho todo 

lindo e cheiroso estava me esperando, e meus pais puderam, finalmente, 

comemorar minha chegada com muita alegria e amor.



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